| |
rock banda amor drogas catarses silêncios mímicas clínicas dores Só solidão. Uma companhia, um milhão de terapias pra curar o artista da arte esse gênio, não deixaram morrer e esse artista deixou de ser gente é só um artista e mora no campo sem precisar de compor apenas rocks rurais taxado de louco faltou muito pouco pra ele se entregar a voz que ainda ouço partindo o meu osso quer se fazer entender ninguém entende ninguém entendia E fica tão frio sem a tua companhia E como diz ele mesmo: “A coisa mais difícil que tem, é dizer: “All you need is Love”
Escrito por Pedro Teixeira às 20h55
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
IPTU
Na casinha do prefeito Não se faz economia
Escrito por Pedro Teixeira às 19h59
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
SINART
Repudio as autuações dos guardas de trânsito Autoridades em quê? Em ser bonzinhos com uns E irredutíveis com outros? Dentro de seus óculos escuros Na sua bicicletinha Marcam ponto para ver o que pegaram em suas armadilhas Noventa por cento da placa diz: Estacione Os outros dez uma advertência: somente idosos Com o carro em movimento não é possível que o motorista entenda logo os dez por cento e os guardas municipais autuam atuando com seus óculos escuros na grande farsa do poder público
Escrito por Pedro Teixeira às 19h59
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O poeta hoje pede esmola Na porta da escola para um menino de dezesseis Que ainda não aprendeu a lógica desse mundo burguês mas que aprenderá ao ser matriculado no mais novo curso de inglês o poeta nutre sua barriga com a lombriga criada da lanchonete com a esfiha requentada do habibs trinta e nove centavos de seu apetite a mulher do poeta cuja barriga incinta ainda sonha com as palavras que o poeta tece mas hoje, o poeta chora, a menina chora e o poema cresce
Escrito por Pedro Teixeira às 16h37
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
A maçã ameaça o segredo de Deus O jardim não me apraz, A floresta é voraz Demais pra vencer Há de se ser religioso Teimoso na vontade de viver Há de se ser respeitoso A floresta engole o homem tão distante do seu coração O índio não
Escrito por Pedro Teixeira às 22h01
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
boca no bico quase em belisco (a mamãe vai me amamentar) a menina abocanha o desejo a façanha (vai me alimentar) sorver o colosso, que é leite de gosto forte pra nutrir e energizar (quando vai faltar?) De cheiro no rosto Seu seio, o encosto (vou me encostar) Mais, quero o leite seu Pra eu poder crescer Quero o leite seu Vou me defender Quem vai me ameaçar?
Escrito por Pedro Teixeira às 22h00
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
E eu desmilinguindormindo pra te acompanhar E começa a borbulhar E aqui embaixo é quente Ensurdescendendo de tanto ouvir tocar Espelho do espelho do espelho e seu reflexo Lânguido capadócia, opiário E “o buraco do espelho está fechado” O buraco do universo é bem mais embaixo Descendendo em espiral -Vamos? Quem vai descer de cavalo doido? -Vamos? Vamos passar mel nessa guerra Véu na serra, dedo, anel Mel na guerra, Deus ao leu Céu na terra, Deus no céu
Escrito por Pedro Teixeira às 12h27
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Céu na terra, Deus no céu Mel na guerra, Deus ao leu Véu na serra, dedo, anel Vamos passar mel nessa guerra -Vamos? Quem vai descer de cavalo doido? -Vamos? Descendendo em espiral O buraco do universo é bem mais embaixo E “o buraco do espelho está fechado” Lânguido capadócia, opiário Espelho do espelho do espelho e seu reflexo Ensurdescendendo de tanto ouvir tocar E aqui embaixo é quente E começa a borbulhar E eu desmilinguindormindo pra te acompanhar Céu na terra, Deus no céu
Escrito por Pedro Teixeira às 12h18
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Notas Musicais
Céu na terra, Deus no Céu
Escrito por Pedro Teixeira às 12h04
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
roda carroceria trânsito cruzamento roda no firmamento a alma do pára-choque cruzes velas céus véus seus meus nossos
Escrito por Pedro Bustamante Teixeira às 11h32
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
A chama de cada um
Responder o vento de setembro com uma baforada do inverno lento que sorvemos Respingando o sangue dos dedos, ir lambendo os beiços, também vermelhos Mostram-se as caras, escondem-se os rostos, máscaras de agosto, marcas do desgosto No entanto nasce uma criança, e o mundo recomeça num choro e muitos sorrisos E todos voltam a dormir não dormindo quando a criança dorme E todos voltam a sorrir, não sorrindo, quando a criança ri E eu rio demais, eu, mar aberto intransponível, um mistério para mim mesmo Mais um mistério para o mistério de nós mesmos Com os dentes alinhavados, ainda posso sorrir de lado E gozar bem tranqüilo E foda-se o sonho, foda-se o vinho, dentro do meu corpo, ainda sobrevivo E acorrentado escapo no sangue do meu filho
Escrito por Pedro Bustamante Teixeira às 11h25
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
"apenas a matéria vida era tão fina"
Escrito por Pedro Bustamante Teixeira às 11h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Numa cachoeira em ibitipoca Nasci mineiro, morri carioca Eu mesmo que senti a dor do parto Na oca revelada do meu quarto Onde me doía a ira da vida Onde eu não iria mas faltou o pão Quando a alegria foi minha comida Quando a entrega se vingou do não Desvelados nos poentes dos olhos Revelados em cantos tão simplórios águas geladas de rios vermelhos dos luares, nas estrelas, nos copos entre pernas, ladeiras, e oratórios paixão de minas dobrando os joelhos
Escrito por Pedro Bustamante Teixeira às 11h02
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
No ano em que eu nasci Morria Hélio Oiticica contudo e neste dia com 90 % da sua obra queimada que o artista plástico eterno em seu acervo Reduz-se a quase nada Parangolé sem pelo
Escrito por Pedro Bustamante Teixeira às 13h38
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Lendo música Ouvindo textos Desenhando letras O som e o sentido Dois sentidos Da palavra pro ouvido Transportados A música o ouvido O signo e o cognitivo O som e a palavra A palavra cantada A palavra falada Sempre um som Uma entoação E o produto desta mistura Fervilhando É mentira que um poema Só se faz com palavras Num livro Ou num canto Num muro Ou num pranto Poesia, libertas será também
Escrito por Pedro Bustamante Teixeira às 10h05
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|